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Entenda tudo o que viu aqui
As instruções de Assembly por si só na verdade é bem simples, como já vimos antes a sintaxe de uma instrução é bem fácil e entender o que ela faz também não é o maior segredo do mundo.
Porém como também já vimos, para de fato ter conhecimento adequado da linguagem é necessário aprender muita coisa e talvez esse conhecimento variado tenha ficado disperso na sua mente (e olha que só aprendemos um pouco). A ideia desse tópico é juntar tudo e mostrar como e porque está relacionado à Assembly.

O que estamos fazendo?

Programar em uma linguagem de baixo nível como Assembly não é a mesma coisa de programar em uma linguagem de alto nível como C. Ao programar em Assembly estamos escrevendo diretamente as instruções que serão executadas pelo processador.
Não apenas isso como também estamos organizando todo o formato do arquivo de acordo com o formato final que queremos executar. Então é importante entender duas coisas, antes de mais nada: A arquitetura para a qual estamos programando e o formato de arquivo que queremos escrever.
A arquitetura é a x86, como já sabemos. E um código que irá trabalhar com a linguagem C é compilado para um arquivo objeto. Por isso estudamos os conceitos básicos da arquitetura x86 propriamente dita, e também estudamos um pouco do arquivo objeto.
Sem saber o que são seções, o que á symbol table etc. não dá para entender o que se está fazendo. Por que o código em C consegue acessar um rótulo no meu código em Assembly? Por que dados despejados em .data são chamados de variáveis e os em .text são chamados de código? Por que dados em .rodata não podem ser modificados e são chamados de constantes? Por que "isso" é considerado uma função e "isso" uma variável? Os dois não são símbolos?
Ao programar em Assembly nós não estamos apenas escrevendo as instruções que o processador irá executar, estamos também construindo todo o arquivo binário final manualmente.Felizmente o NASM facilita nossa vida ao formatar o arquivo binário para o formato desejado, é a tal da opção -f elf64 ou -f win64 que passamos na linha de comando. Mas mesmo assim temos que dar informações para o NASM sobre o que fica aonde.

Por que estamos fazendo isso?

Em uma linguagem de alto nível todos esse conceitos relacionados ao formato do arquivo binário e da arquitetura do processador são abstraídos. Já em uma linguagem de baixo nível, esses conceitos tem muito pouca (ou nenhuma) abstração e precisamos lidar com eles manualmente.
Isso é necessário porque estamos escrevendo diretamente as instruções que o hardware, o processador, irá executar. E para poder se comunicar com o processador precisamos entender o que ele está fazendo.
Imagine tentar instruir um funcionário de uma empresa de entregas exatamente como ele deve organizar a carga e como ele deve entregá-la, porém você não sabe o que é a carga e nem para quem ela deve ser entregue. Impossível, né?

Isso é útil por quê?

Estudar Assembly não é só decorar instruções e o que elas fazem, isso é fácil até demais. Estudar Assembly é estudar a arquitetura, o formato do executável, como o executável funciona, convenções de chamadas, características do sistema operacional, características do hardware etc... Ah, e estudar as instruções também. Junte tudo isso e você terá um belo conhecimento para entender como um software funciona na prática.
Já citei antes porque estudar Assembly é útil na introdução do livro. Mas só decorar as instruções não é útil por si só, a questão é todo o resto que você irá aprender ao estudar Assembly.

O que é um código fonte em Assembly?

Como já vimos o assembler é bem mais complexo do que simplesmente converter as instruções que você escreve em código de máquina. Ele tem diretivas, pseudo-instruções e pré-processamento de código para formatar o código em Assembly e lhe dar mais poder na programação.
Ele também formata o código de saída para um formato especificado e nos permite escolher o modo de compilação das instruções de 64, 32 ou 16 bits.
Ou seja, um código fonte em Assembly não é apenas instruções mas também diretivas para a formatação do arquivo binário que será feita pelo assembler. Que é muito diferente de uma linguagem de alto nível como C que contém apenas instruções e todo o resto fica abstraído como se nem existisse.